Se você andou por aí na internet ultimamente, provavelmente já viu as manchetes girando em torno do Papa Leão e do presidente Trump. O que começou como uma troca de ideias cheia de nuances entre duas figuras poderosas rapidamente se transformou — como costuma acontecer nas redes sociais — em uma narrativa de batalha total. A mídia apresentou isso como uma guerra entre a Casa Branca e a Igreja Católica. Trechos de declarações foram recortados, citações foram tiradas do contexto e, em pouco tempo, as pessoas estavam escolhendo lados com base em reações a reações, em vez de no que cada um deles realmente disse.
Isso te parece familiar? Deveria. Porque isso acontece nas nossas empresas todos os dias.
A armadilha do “rolar e julgar”
Vivemos numa época de informação instantânea — e de opiniões instantâneas. Um colega manda uma mensagem que te incomoda. Um cliente interpreta mal a tua proposta. Um parceiro contesta uma decisão pela qual você se esforçou tanto. E, naquele momento, com a rapidez de um comentário polêmico nas redes sociais, ficamos tentados a reagir. A julgar. A decidir.
Mas é o seguinte: julgamentos precipitados raramente são justos.
O alvoroço da mídia em torno do Papa Leão e do presidente Trump é um lembrete perfeito do que acontece quando a gente pula a etapa do discernimento — aquele processo paciente, em espírito de oração e cuidadoso de examinar o que realmente está sendo dito, o que realmente está em jogo e o que é realmente verdade. Quando a gente não faz esse trabalho, preenchemos as lacunas com suposições. E suposições quase sempre nos metem em encrenca.
Liderando com algo melhor
Como empresários consagrados, somos chamados para algo diferente. Nosso trabalho não se resume apenas ao lucro ou à produtividade — trata-se de um propósito. E esse propósito está enraizado no serviço ao bem comum.
Os princípios da Justiça Social Católica, que exploramos juntos na nossa disciplina “Fundamentos da Fé”, nos dão uma bela estrutura para lidar com momentos de tensão e desacordo. Eles nos lembram que cada pessoa com quem trabalhamos — cada colega, cliente e parceiro — tem uma dignidade inerente. Eles nos convidam a ouvir antes de reagir, a buscar compreensão antes de buscar vitória e a liderar com amor, mesmo quando a conversa é difícil.
Isso não é fraqueza. É sabedoria.
Antes de reagir, dá uma pausa
Da próxima vez que uma discussão chegar na sua caixa de entrada, na sua sala de reuniões ou nas suas mensagens diretas — resista ao reflexo de dar uma olhada e julgar. Pergunte a si mesmo:
- Será que estou entendendo tudo direito?
- Será que ouvi tanto quanto falei?
- A minha resposta contribui para o bem comum ou é só pra descarregar minha frustração?
O mundo já tem opiniões precipitadas demais. O que ele precisa — o que sua empresa e sua comunidade precisam — é da sua liderança ponderada e fundamentada na fé.
E isso sempre merece uma pausa.